Sete etapas, cada uma com rastreabilidade — nenhum achado chega ao relatório final sem passar por fonte confirmada e revisão humana.
Definição do escopo e objetivos
A solicitação é lida por um analista antes de qualquer busca começar: qual é a pergunta que precisa de resposta, quais dados já existem, qual a finalidade legítima declarada. É essa triagem que define o que entra e o que fica fora do escopo da investigação — evita gastar tempo em busca que não serve à finalidade informada.
Bases públicas, redes sociais e internet
Levantamento em fontes abertas: presença digital pública, registros e publicações acessíveis a qualquer pessoa. Nenhuma etapa desta fase envolve criar conta falsa, se passar por outra pessoa ou pedir permissão de acesso sob pretexto — engenharia social ativa está fora do método, não é um limite frouxo.
Sistemas oficiais e órgãos públicos
Consulta a sistemas e cartórios oficiais dentro do que a lei permite a um solicitante legítimo — nunca acesso indevido, invasão ou uso de credencial de terceiro. O que não está disponível por via lícita simplesmente não entra no relatório.
Interpretação técnica dos dados
Os dados brutos coletados nas duas fases anteriores são organizados e interpretados: o que é fato, o que é indício, o que ainda precisa de confirmação. Ferramentas de IA aceleram o cruzamento de volume, mas a interpretação final é sempre revisada por um analista humano — ver seção "Revisão humana" abaixo.
Verificação cruzada e consistência
Cada achado relevante é confrontado com pelo menos uma segunda fonte independente antes de entrar no relatório. Um dado que aparece uma única vez, sem confirmação cruzada, é sinalizado como hipótese — não como fato.
Correlação final entre múltiplas fontes
As peças de informação validadas são correlacionadas entre si — um endereço bate com um veículo, um vínculo societário bate com uma transferência patrimonial. É essa correlação que transforma dado solto em inteligência útil pra decisão.
Documentação completa com evidências
Cada achado é entregue com fato, fonte, correlação, limitação, hipótese investigativa e nível de confiança — nunca como conclusão jurídica automática. O relatório nasce rascunho e só é liberado depois da aprovação de um analista humano autorizado.
A inteligência artificial acelera o cruzamento de fontes e a triagem inicial de volume — mas todo achado extraído automaticamente passa por revisão de um analista humano antes de virar peça final. Extração automática erra: um dígito de matrícula lido errado em um documento, uma citação sem base real no resumo. A camada de revisão humana existe justamente pra pegar esse tipo de erro antes de qualquer entrega ao cliente.
Toda solicitação exige a declaração de uma finalidade legítima para a investigação. O tratamento de dado pessoal — de quem contrata e de quem é investigado — segue a Lei Geral de Proteção de Dados do início ao fim do processo, com acesso restrito e descarte do que não é relevante à finalidade declarada.
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